Humberto Magri, Advogado

Humberto Magri

Maringá (PR)
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Humberto Magri, Advogado
Humberto Magri
Comentário · há 7 anos
Mesma história, outra perspectiva...

"Depois de um longo período desempregado, o Sr. João finalmente conseguiu um trabalho, seu próprio trabalho... Empreendeu e com muito esforço, muito maior do que 8 horas por dia, fez seu pequeno empreendimento prosperar, graças a Deus!

A família que, até então, amargurava algumas dívidas, poderia, finalmente, colocar as contas em dia.

Sr. João em pouco tempo com os primeiros faturamentos, pagou as emergências, resolveu os problemas pessoais, fez os cálculos e percebeu que para crescer, precisaria de contratar 6 funcionários, mas quando incluir as despesas com contador, aumento da energia, aumento do combustível e outros tributos, teria que se virar apenas com 3 funcionário e continuar trabalhando 14 horas por dia pra organizar o resto. Já estava começando a sentir saudade de quando era empregado.

Otimista que tudo ia dar certo, Sr. João seguiu em frente.

Aquela alegria contagiante que fez o dia ser bem produtivo. Finalizada aquelas 14 horas puxadas, Sr. João sai da empresa e vai pra casa, cansado mas com a sensação de dever cumprido, porque apesar de tudo, estava resolvendo seu problema e de mais 3 famílias.

Cansado, sem ao menos perceber, cochila do volante.

Sr. João cai com carro na valeta da rodovia, descontrola, colide na mureta e capota. Fraturas multiplas. É socorrido. Cirurgia. Recuperação. Fisioterapia.

Infelizmente, Sr. João, não conseguimos restabelecer os movimentos integrais. O Sr. ficou com uma sequela permanente.

Agora que João está limitado, não pode mais trabalhar 14 horas.

Os funcionários tem que trabalhar mais, insatisfações começam aparecer, o sindicato cutuca, o Ministério Público do Trabalho intervem, primeira causa trabalhista aparece, o financiamento dos equipamentos atrasa...

Em pouco tempo, as dívidas ultrapassam tudo o que João poderia arcar com os ganhos da sua aventura empreendedora. Família de João sofre, banco toma a casa, usada em garantia no emprestimo para compra dos equipamento da empresa. E ai, quem cuida de João? Da empresa de João? da Família de João?

" ahhh "pensa João," eu era feliz e não sabia ".

Pois é, quem garante a" estabilidade " do João empreendedor? O MPT? O sindicato? O banco? O Governo? O SEBRAE? A justiça? O mercado?
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